- Marco Soares, antigo internacional cabo-verdiano, acredita que Cabo Verde pode ultrapassar a fase de grupos no Mundial 2026, com uma equipa bem organizada e sem medo de jogar a partir de trás.
- Cabo Verde ficou colocado no Grupo H, ao lado de Espanha, Uruguai e Arábia Saudita; o Mundial 2026 decorre de 11 de junho a 19 de julho e conta com 48 seleções.
- A estreia é frente à Espanha, em 15 de junho, em Atlanta; seguem-se jogos contra o Uruguai, em 21 de junho, e contra a Arábia Saudita, em 26 de junho, nos EUA.
- Soares afirma que o segundo lugar pode competir com o Uruguai ou que Cabo Verde possa passar como um dos melhores terceiros, o que seria histórico para o país.
- O ex-jogador elogia o treinador Bubista e a união do grupo, destacando a importância de manter a organização defensiva e a identidade cabo-verdiana.
Marco Soares, ex-internacional cabo-verdiano e capitão, acredita que Cabo Verde pode passar à fase de grupos no Mundial 2026. Em entrevista à Lusa, afirma que a seleção está bem organizada, sem medo de jogar a partir de trás, e pode aspirar a passar.
O antigo médio, que disputou 53 jogos pela equipa das Quinas Azuis entre 2006 e 2021, destaca uma mudança de mentalidade competitiva nos últimos anos. O objetivo é representar Cabo Verde com qualidade no torneio que se realiza de 11 de junho a 19 de julho.
Cabo Verde integra o Grupo H, com Espanha, Uruguai e Arábia Saudita. A estreia é contra a campeã europeia, em 15 de junho, em Atlanta. Segue-se o jogo com o Uruguai, em 21 de junho, e o encontro com a Arábia Saudita, a 26 de junho, em Houston.
Contexto e perspetivas
Soares afirma que há potencial para disputar o segundo lugar com o Uruguai, reconhecendo a Espanha como adversário forte, candidato ao título. Também é possível terminar como um dos melhores terceiros, o que seria histórico para Cabo Verde.
O capitão realça que a estreia no Mundial pode confirmar a evolução da equipa, que já mostrou organização defensiva. Mesmo com prognósticos desfavoráveis, o sucesso está em demonstrar personalidade e qualidade ao longo do torneio.
Cabo Verde estreia-se no Mundial 2026 como o 14.º país africano a competir, e o quarto lusófono. O país é o terceiro mais pequeno em população entre os estreantes e o segundo menor em área. A participação resulta de um caminho longo desde a independência de Portugal em 1975.
Soares lembra o percurso até ao Mundial e a importância da CAN passada sem vistorias. A equipa passou por momentos difíceis, incluindo uma vitória retirada por questões administrativas em 2014, que acabou por motivar gerações futuras a acreditar no Mundial.
O ex-jogador reforça o papel de Bubista, atual treinador, na construção do espírito de equipa. O técnico, distinguido pela CAF em 2025, tem conduzido Cabo Verde com foco na união entre jogadoras mais velhas, como Ryan Mendes, Vozinha, Garry Rodrigues e Stopira, e os atletas mais jovens.
Entre na conversa da comunidade