- Olegário Benquerença afirmou que é normal a arbitragem portuguesa estar representada na fase final do Mundial de 2026, dada a qualidade reconhecida internacionalmente pelos órgãos FIFA e UEFA.
- O árbitro João Pinheiro, de 38 anos, da associação de Braga, foi nomeado para o Mundial de 2026, acompanhado pelos assistentes Bruno Jesus e Luciano Maia.
- Portugal volta a ter um árbitro numa final de Mundial, doze anos após Pedro Proença dirigir jogos no Mundial de 2014.
- Benquerença disse que a presença de árbitros portugueses não é anormal e que a arbitragem nacional tem demonstrado qualidade, mesmo reconhecendo que há erros, como nos jogadores.
- O antigo árbitro destacou que o grupo de elite inclui Pinheiro e que, com mais seleções no Mundial de 2026, há espaço para mais árbitros portugueses, desde que haja preparação constante.
O ex-árbitro internacional Olegário Benquerença afirmou à Lusa que é normal que a arbitragem portuguesa esteja representada na fase final do Mundial de 2026. Recorda que o desempenho dos árbitros nacionais é reconhecido por FIFA e UEFA, mesmo reconhecendo falhas normais como em qualquer profissão.
O árbitro João Pinheiro, 38 anos, da associação de Braga, foi nomeado juntamente com os assistentes Bruno Jesus e Luciano Maia para o Mundial que se disputa entre 11 e 19 de julho no Canadá, México e EUA. Portugal volta a ter um representante numa final, 12 anos depois de Pedro Proença no Brasil 2014.
Contexto e futuro da arbitragem
Benquerença destacou que o ambiente internacional valoriza o nível de arbitragem de Portugal e criticou fenómenos de endeusamento de figuras com menos impacto. Observou que os juízes nacionais atuam com qualidade tanto dentro como fora do país, embora reconhecendo erros.
O antigo árbitro lembrou que o Mundial de 2026 traz mais equipas e, por isso, exige um ajuste no número de árbitros. Defende que a presença portuguesa no lote restrito é natural em modelos atuais, salvo catástrofe que comprometa a participação.
Expectativas para João Pinheiro
Para o veterano, Pinheiro está entre o grupo de elite e pode sofrer menos episódios positivos ou negativos, como qualquer árbitro, mantendo o nível de desempenho esperado no topo mundial. Enfatiza que o árbitro não deverá envergonhar Portugal.
Preparação para o Mundial 2026
Benquerença considera o caminho até o Mundial um sonho para qualquer árbitro que ascende à internacionalidade, exigindo preparação intensa. Recorda a fase de concentração durante 33 dias na África do Sul em 2010, com rotina diária de treino e estudo.
Sobre as diferenças entre jogos nacionais e um Mundial, o ex-árbitro aponta que são realidades distintas. A preparação inclui atualização constante de regras, já que alterações podem ocorrer. A decisão em campo exige rapidez e precisão.
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