- O ex-internacional canadiano Steven Vitória afirma que há muita alegria e expectativa no Canadá com a coorganização do Mundial de 2026 e a passagem da seleção às edições consecutivas.
- O Mundial de 2026 terá quarenta e oito seleções e cento e quatro jogos, pela primeira vez organizado por três países (Estados Unidos, México e Canadá).
- Vitória destaca o impacto positivo no país, com crianças e famílias a acompanhar o futebol, e a perceção de que o Canadá está a evoluir socialmente no desporto.
- A seleção canadiana, orientada por Jesse Marsch e com renovações até 2030, chega mais madura aos jogos do Grupo B frente à Bósnia-Herzegovina, Qatar e Suíça, quando se reencontrarem no Mundial.
- O antigo defesa-central elogia figuras como Alphonso Davies, Jonathan David e Stephen Eustáquio, e sublinha que o Canadá tem potencial e merece um bom Mundial, na altura certa.
Steven Vitória acredita que o Canadá pode beneficiar com a organização conjunta do Mundial 2026 e com as participações seguidas da seleção no torneio. O antigo defesa-central, que soma 46 jogos pela equipa entre 2016 e 2023 e integrou o Mundial do Qatar, mostra-se confiante na evolução do futebol no país.
O ex-jogador, de 39 anos, observa uma mutação geracional no Canadá, impulsionada pela presença de crianças e famílias que acompanham o futebol. Vitória destaca que, até agora, o país nunca sediou uma fase final do Mundial, o que torna esta edição particularmente simbólica para o desenvolvimento do desporto no Canadá.
A edição de 2026 do Campeonato do Mundo realiza-se de 11 de junho a 19 de julho e terá 48 seleções pela primeira vez, num formato conjunto entre Estados Unidos, México e Canadá. Esta é a terceira participação canadiana no torneio, após duas eliminações na fase de grupos, há quatro décadas.
Vitória lembra que, embora o Canadá tenha tradições de outros desportos, o Mundial pode impulsionar a aceitação social do futebol e acelerar o crescimento de infraestruturas e formação de jovens. O ex-jogador aponta ainda para o aumento de qualidade da equipa sob o comando de Jesse Marsch, que renovou contrato até 2030.
No presente ciclo, o Canadá disputou a Copa América de 2024 e manteve-se competitivo na Liga das Nações da CONCACAF, com bons resultados em 2023 e 2025, e chegou aos quartos de final da Gold Cup nesses anos. A aposta continua firme na consolidação da seleção para o Mundial 2026.
Vitória ressalta que as vedetas do Canadá, como Alphonso Davies e Jonathan David, bem como o capitão Stephen Eustáquio, reforçado por empréstimo ao Los Angeles FC, oferecem qualidade e experiência. O objetivo é que o conjunto canadiano chegue em boa forma aos jogos contra a Bósnia-Herzegovina, Qatar e Suíça, no Grupo B.
Nascido em Toronto, Vitória observou que a maior parte da sua carreira foi em Portugal, onde ainda reside. O momento atual do Canadá é visto como promotor do bem-estar social e da convivência entre culturas, apesar de tensões entre os três coanfitriões e questões comerciais e geopolíticas.
O entrevista fornecer dados sobre as aspirações do Canadá, com o foco na organização do Mundial 2026 e na melhoria das condições para a prática do futebol entre crianças e jovens do país. O contexto inclui acreditação de que a experiência de participação em Mundiais anteriores ajudará a construir uma base sólida para o futuro.
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