- Curaçau, com cerca de 156 mil habitantes, será o but de estreia no Mundial de futebol, tornando-se o menor país a chegar ao torneio.
- A equipa é orientada por Dick Advocaat, de 78 anos, que pode tornar-se o treinador mais velho já presente numa edição do Mundial.
- O país qualificou-se para a fase final ao vencer Haiti, Santa Lúcia, Aruba, Barbados e depois Jamaica, Bermudas e Trinidad e Tobago na fase seguinte.
- O primeiro jogo de Curaçau no Mundial é contra a Alemanha, a 14 de junho, em Houston, num grupo com Equador e Costa do Marfim.
- Conhecidos como a Onda Azul, os curaçauenses enfrentam-se como underdog (odds de +250.000) e esperam somar pontos e apresentar-se ao mundo pela primeira vez.
O Curaçao chega ao Mundial de 2026 sem populacão expressiva, mas com uma história única. A pequena ilha caribenha, com cerca de 156 mil habitantes, estreia-se no maior palco do futebol sob o comando de Dick Advocaat, aos 78 anos, no cargo de treinador.
A equipa qualificou-se com vitórias frente a Haiti, Santa Lúcia, Aruba, Barbados, Jamaica, Bermudas e Trinidad e Tobago. O feito coloca Curaçao entre as 32 seleções que disputam o torneio na América do Norte, Central e Caraíbas.
A estreia no Mundial será contra a Alemanha, a 14 de junho, em Houston, numa cidade com uma população muito superior à ilha. O estágio de preparação decorre na Holanda, com acampamento-base nos EUA e apoio da comunidade local.
A História da Dna Curaçao
O plantel integra atletas que habitualmente competem pela Holanda, mas disputam pelo país autónomo. Remko Bicentini, ex-treinador da seleção, descreve o feito como histórico e motivo de orgulho para toda a ilha.
A pressão é reconhecida como grande, mas o objetivo imediato é somar pontos. A imprensa local descreve a presença de Curaçao no Mundial como uma vitória por si, independentemente do resultado nos três jogos do grupo.
O capitão Sherel Floranus sublinha que o país está a escrever a sua própria história, enquanto o primeiro-ministro Gilmar Pisas enfatiza a ideia de unir a nação sob a designação Nação Azul, fortalecida pela participação no torneio.
O Elenco e o Ambiente
Entre os atletas, destaca-se a figura de Blue Face, mascote da seleção. O portuense-bahiano, conhecido como Balentien, tornou-se símbolo de um esforço coletivo para aumentar o apoio da população à equipa. Tahith Chong, um dos craques da formação, descreve o impacto positivo para a ilha.
A seleção realiza parte da preparação na Florida, com o acampamento-base na Florida Atlantic University. O objetivo é fortalecer a coesão e manter os jogadores focados no desafio de enfrentar potências como a Alemanha.
Ricardo Martinez, radialista local, reforça que a participação já representa uma vitória para Curaçao. O país ocupa atualmente a 82ª posição no ranking FIFA e encara o grupo com a Alemanha, Equador e Costa do Marfim, com a esperança de somar pontos e projetar a Nação Azul no cenário mundial.
Entre na conversa da comunidade