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Febre dos cromos do Mundial chega a Portugal

Boom dos cromos do Mundial provoca rutura de stocks, trocas em massa e custos elevados, com a maior caderneta já produzida pela Panini

Portugueses aderem à febre dos cromos do Mundial
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  • A febre dos cromos do Mundial levou a rutura de stocks em várias lojas em Portugal, com eventos de troca a ganhar adesão de centenas de pessoas.
  • A Colecionar, na Amadora, organiza sessões para completar a caderneta, que junta longas filas, cromos repetidos e listas de faltas em papel.
  • A caderneta deste ano tem 980 cromos, o que a torna a maior da Panini, com custo mínimo estimado de 210 euros para completar sem repetições.
  • Fornecedores não acompanham a procura, gerando aumentos de oferta ilegal e dificuldades de abastecimento; a Panini trabalha diariamente para repor stocks.
  • O fenómeno é global, com impacto semelhante em países como Espanha, Alemanha e Argentina, e já inclui relatos de alterações no comércio de cromos e de atualizações para incluir jogadores em falta.

O fenómeno da caderneta do Mundial de Futebol chegou a Portugal com força, levando a rupturas de stock em lojas e ao aumento de torneios de troca entre colecionadores. Na Amadora, a loja Colecionar organizou um evento para facilitar a conclusão das coleções, reunindo dezenas de fãs.

O movimento envolve centenas de pessoas que trocam cromos para fechar a caderneta, que já é a maior da Panini. O evento está marcado para as 14h00, mas os participantes chegam com antecedência para realizar trocas informais.

Quem organiza é Vítor Rodrigues, conhecido pela sua experiência em plataformas de troca online de cromos. Ele explica que o objetivo é promover o convívio entre colecionadores, não o lucro, e que as trocas ajudam a completar várias coleções, não apenas a do Mundial.

Entre os participantes destaca-se Videira, um colecionador de longa data que levou uma caixa com cromos repetidos para tentar rapidamente encontrar os faltantes. O seu foco inclui a sexta parte da caderneta, ainda por completar.

Susana, vinda de Sesimbra, procura terminar a coleção do sobrinho, com a convicção de que as trocas são a forma mais prática de obter os cromos em falta. A família tem mantido o gosto pelo colecionismo ao longo de várias décadas.

A caderneta deste ano conta com 980 cromos, ampliados pela passagem de 32 para 48 seleções. A edição pode exigir várias trocas para obter cromos repetidos, elevando o custo total para além de 210 euros no cenário ideal. Especialistas apontam que o valor pode subir bastante com múltiplas trocas.

A loja Colecionar confirma que a procura tem excedido a oferta dos fornecedores, levando a atrasos e a estratégias de venda, como a distribuição de latas com várias saquetas. Em 15 dias, a loja vendeu dezenas de milhares de saquetas, sinal de um boom sem precedentes em Portugal.

O fenómeno não se restringe ao país. O Portal da Queixa regista reclamações sobre fraudes em plataformas que vendem cromos, refletindo dificuldades de stock. A Panini informou que está a trabalhar 24 horas, com três turnos, para repor os stocks da edição.

Em Portugal, a caderneta é vista como uma peça de grande valor para colecionadores e fãs, dada a sua divulgação internacional. A edição atual é repetidamente distinguida por incluir astros como Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, que podem estar perto de abandonar a seleção em futuras edições.

Algumas cifras ajudam a entender a escala. O custo mínimo para completar a coleção via saquetas é de cerca de 210 euros, embora haja cotações que sugerem custos superiores ao longo de várias trocas. Calculadores acadêmicos estimam que completar sem trocas seria pouco viável, com dezenas de milhares de cromos necessários.

Perspectiva global

O impacto é global, com filas e trocas intensas na Argentina e em Espanha, onde a procura também superou a oferta. Em Portugal, o crescimento do interesse tem provocado muitas trocas presenciais e online, consolidando o Mundial de 2026 como uma edição única para os colecionadores.

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