O Brasil aposta num treinador estrangeiro para quebrar um jejum de 24 anos sem título mundial. Carlo Ancelotti, aos 66 anos, assumiu a seleção no ano passado e chega a Nova Iorque para o Mundial, com a missão de vencer com um equipa taticamente pragmática.
A aposta recai sobre um técnico de elite que prefere organização a espetáculo puro. Embora o plantel tenha nomes de relevo como Neymar e Vinícius Jr., o Brasil pretende uma abordagem mais estruturada, com recuos estratégicos e ataques rápidos.
Campanha e contexto
Desde a demarcação do comando, o Brasil somou cinco vitórias, três derrotas e dois empates, terminando as eliminatórias em quinto lugar. O historial recente inclui a desilusão da Copa do Mundo de 2014 e a goleada 7-1 frente à Alemanha.
A seleção inicia o Mundial no MetLife, em Nova Jérsia, a 13 de junho, frente a Marrocos. O grupo C completa-se com Haiti e Escócia. Vencer a fase de grupos é visto como obrigatório pela federação.
Neymar e o rendimento
Neymar, de 34 anos, regressa após períodos de incerteza física. Ancelotti manteve o brasileiro na lista de convocados, considerando-o peça-chave, mesmo ante as dúvidas sobre a forma. Raphinha também destacou a importância do capitão.
Ao longo da temporada, Ancelotti tem mantido uma linha de jogo que equilibra defesa sólida com transições rápidas ao ataque, formando, habitualmente, um 4-4-2 que pode evoluir para 4-2-4.
Situação atual e futuro
A mudança de treinador ocorreu após três saídas de técnicos e críticas da torcida. A federação confirmou a extensão do contrato com Ancelotti até o Mundial de 2030, sinalizando confiança na continuidade do projeto.
A trajetória recente do Brasil mostra avanços limitados nas finais de grandes eventos, mas o técnico italiano é apontado como a principal aposta para recuperar o brilho histórico da seleção.
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