- O Comité Olímpico de Portugal (COP) vai acompanhar com rigor a decisão do Comité Olímpico Internacional (COI) de exigir exames genéticos para competir nas provas femininas, e de excluir atletas transgénero.
- As novas regras passam a aplicar‑se já nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, incluindo a exclusão de atletas transgénero e a possibilidade de excluir pessoas intersexo, mesmo que tenham nascido com características genitais femininas (exemplo citado: Imane Khelif).
- A secretária-geral do COP, Diana Gomes, afirmou que a implementação respeitará confidencialidade, proteção de dados, apoio aos atletas e dignidade individual.
- O COP defende que o desporto de alto rendimento organiza‑se por categorias para assegurar equidade, reconhecendo que existem vantagens biológicas entre os géneros em modalidades que envolvem força e resistência.
- A presidente do COI, Kirsty Coventry, disse que todos os atletas devem ser tratados com dignidade e que os exames médicos devem ocorrer apenas uma vez na vida, sublinhando a necessidade de comunicação clara e apoio médico especializado.
O Comité Olímpico de Portugal (COP) afirmou que irá acompanhar com rigor a decisão do Comité Olímpico Internacional (COI) de exigir exames genéticos para atletas participarem nos Jogos Olímpicos, excluindo as atletas transgénero das competições femininas. A aplicação destas regras está prevista para Los Angeles 2028.
A secretária-geral do COP, Diana Gomes, garantiu que a implementação respeitará confidencialidade, proteção de dados, apoio aos atletas e dignidade individual. A posição foi comunicada à Lusa.
Regras que vão além das transgénero
O COI prevê ainda a exclusão de atletas intersexo, mesmo nascidas com características femininas, como a pugilista argelina Imane Khelif, campeã olímpica em Paris 2024. O objetivo é manter a equidade nas categorias femininas.
A dirigente do COP lembrou que o desporto feminino é uma conquista histórica que permite competição e inspiração, destacando a necessidade de reconhecer diferenças biológicas relevantes para determinadas modalidades.
O COI justifica as medidas pela existência de vantagens do sexo masculino em modalidades que dependem de força, potência e resistência, sem efeito retroativo.
Compromisso com inclusão e esclarecimento
Diana Gomes reforçou que o desporto de alto rendimento organiza-se por categorias para garantir justiça desportiva, mantendo o equilíbrio entre inclusão e competição. O COP vê as diretrizes como resultantes de revisão científica, médica e jurídica.
A presidente do COI, Kirsty Coventry, reiterou que todos os atletas devem ser tratados com dignidade, defendendo exames médicos realizados apenas uma vez na vida e a necessidade de informações claras e orientação médica especializada.
O COP afirma que apoia as diretrizes por reforçarem a integridade, a segurança e a equidade na competição de elite, reconhecendo a evolução do desporto como espaço inclusivo.
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