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COP aplicará regras para excluir atletas transgénero dos Jogos de 2028

COP vai aplicar com rigor as regras do COI para Los Angeles 2028, incluindo exames genéticos que afastam atletas transgénero das competições femininas

Miguel Fernandes, Fernando Gomes e Diana Gomes
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  • O Comité Olímpico de Portugal (COP) vai acompanhar com rigor a decisão do Comité Olímpico Internacional (COI) de exigir exames genéticos para competir nas provas femininas, e de excluir atletas transgénero.
  • As novas regras passam a aplicar‑se já nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, incluindo a exclusão de atletas transgénero e a possibilidade de excluir pessoas intersexo, mesmo que tenham nascido com características genitais femininas (exemplo citado: Imane Khelif).
  • A secretária-geral do COP, Diana Gomes, afirmou que a implementação respeitará confidencialidade, proteção de dados, apoio aos atletas e dignidade individual.
  • O COP defende que o desporto de alto rendimento organiza‑se por categorias para assegurar equidade, reconhecendo que existem vantagens biológicas entre os géneros em modalidades que envolvem força e resistência.
  • A presidente do COI, Kirsty Coventry, disse que todos os atletas devem ser tratados com dignidade e que os exames médicos devem ocorrer apenas uma vez na vida, sublinhando a necessidade de comunicação clara e apoio médico especializado.

O Comité Olímpico de Portugal (COP) afirmou que irá acompanhar com rigor a decisão do Comité Olímpico Internacional (COI) de exigir exames genéticos para atletas participarem nos Jogos Olímpicos, excluindo as atletas transgénero das competições femininas. A aplicação destas regras está prevista para Los Angeles 2028.

A secretária-geral do COP, Diana Gomes, garantiu que a implementação respeitará confidencialidade, proteção de dados, apoio aos atletas e dignidade individual. A posição foi comunicada à Lusa.

Regras que vão além das transgénero

O COI prevê ainda a exclusão de atletas intersexo, mesmo nascidas com características femininas, como a pugilista argelina Imane Khelif, campeã olímpica em Paris 2024. O objetivo é manter a equidade nas categorias femininas.

A dirigente do COP lembrou que o desporto feminino é uma conquista histórica que permite competição e inspiração, destacando a necessidade de reconhecer diferenças biológicas relevantes para determinadas modalidades.

O COI justifica as medidas pela existência de vantagens do sexo masculino em modalidades que dependem de força, potência e resistência, sem efeito retroativo.

Compromisso com inclusão e esclarecimento

Diana Gomes reforçou que o desporto de alto rendimento organiza-se por categorias para garantir justiça desportiva, mantendo o equilíbrio entre inclusão e competição. O COP vê as diretrizes como resultantes de revisão científica, médica e jurídica.

A presidente do COI, Kirsty Coventry, reiterou que todos os atletas devem ser tratados com dignidade, defendendo exames médicos realizados apenas uma vez na vida e a necessidade de informações claras e orientação médica especializada.

O COP afirma que apoia as diretrizes por reforçarem a integridade, a segurança e a equidade na competição de elite, reconhecendo a evolução do desporto como espaço inclusivo.

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