O antigo presidente da Federação Portuguesa de Atletismo (FPA), Jorge Vieira, lamentou na terça-feira a morte de Fernando Mamede, atual recordista mundial dos 10.000 metros entre 1984 e 1989. Vieira descreveu Mamede como um talento extraordinário e uma referência do atletismo português.
A reação de Vieira enquadra Mamede na “grande revolução do alto rendimento” do desporto em Portugal, destacando o papel da geração de atletas da qual o alentejano fez parte, ao lado de Carlos Lopes. O antigo dirigente sublinhou que Mamede foi mal interpretado em algumas fases da carreira.
Jorge Vieira destacou que Mamede enfrentava uma doença prolongada e teve poucas aparições públicas recentemente, afirmando que o atleta merecia mais reconhecimento pela sua trajetória internacional. O ex-presidente lembra ainda o impacto de Mamede além das medalhas olímpicas.
Fernando Mamede nasceu em Beja e representou o Sporting ao longo de toda a carreira, iniciada em 1968 com a influência de Mário Moniz Pereira. O atleta detinha 27 recordes nacionais e três europeus, além de ter marcado presença em três Jogos Olímpicos: Munique 1972, Montreal 1976 e Los Angeles 1984.
A marca mundial dos 10.000 metros foi fixada em 27.13,81 minutos, em Estocolmo, em 2 de julho de 1984, e permaneceu até ser batida por Arturo Barrios em Berlim, cinco anos depois. Mamede também conquistou uma medalha de bronze no Campeonato do Mundo de corta-mato em 1981, em Madrid.
Segundo a comunicação social portuguesa, citando fontes da FPA, Fernando Mamede terá falecido devido a complicações cardíacas. O anúncio da morte de Mamede encerra um capítulo significativo da história do atletismo em Portugal, marcada por resultados internacionais expressivos.
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