- Jorge Vieira descreveu Fernando Mamede como “talento absolutamente extraordinário” e como parte da revolução do alto rendimento em Portugal.
- O ex-presidente da Federação Portuguesa de Atletismo afirmou que Mamede foi referência em Portugal e no mundo, contribuindo para romper o mito de que o país não produzia grandes resultados internacionais.
- Vieira salientou que Mamede estava doente há algum tempo e teve poucas aparições públicas, sendo, para si, por vezes maltratado.
- Mamede detinha o recorde mundial dos 10.000 metros entre 1984 e 1989, com a marca de 27,13,81 minutos, obtida em Estocolmo a 2 de julho de 1984, que durou até 1989; participou em três Jogos Olímpicos.
- Atleta do Sporting desde 1968, Mamede foi autor de 27 recordes nacionais e 3 europeus, natural de Beja.
O antigo presidente da Federação Portuguesa de Atletismo (FPA), Jorge Vieira, lamentou na terça-feira a morte de Fernando Mamede, atual recordista mundial dos 10.000 metros entre 1984 e 1989. Vieira descreveu Mamede como um talento extraordinário e uma referência do atletismo português.
A reação de Vieira enquadra Mamede na “grande revolução do alto rendimento” do desporto em Portugal, destacando o papel da geração de atletas da qual o alentejano fez parte, ao lado de Carlos Lopes. O antigo dirigente sublinhou que Mamede foi mal interpretado em algumas fases da carreira.
Jorge Vieira destacou que Mamede enfrentava uma doença prolongada e teve poucas aparições públicas recentemente, afirmando que o atleta merecia mais reconhecimento pela sua trajetória internacional. O ex-presidente lembra ainda o impacto de Mamede além das medalhas olímpicas.
Fernando Mamede nasceu em Beja e representou o Sporting ao longo de toda a carreira, iniciada em 1968 com a influência de Mário Moniz Pereira. O atleta detinha 27 recordes nacionais e três europeus, além de ter marcado presença em três Jogos Olímpicos: Munique 1972, Montreal 1976 e Los Angeles 1984.
A marca mundial dos 10.000 metros foi fixada em 27.13,81 minutos, em Estocolmo, em 2 de julho de 1984, e permaneceu até ser batida por Arturo Barrios em Berlim, cinco anos depois. Mamede também conquistou uma medalha de bronze no Campeonato do Mundo de corta-mato em 1981, em Madrid.
Segundo a comunicação social portuguesa, citando fontes da FPA, Fernando Mamede terá falecido devido a complicações cardíacas. O anúncio da morte de Mamede encerra um capítulo significativo da história do atletismo em Portugal, marcada por resultados internacionais expressivos.
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