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NBA e EuroLiga devem dialogar para viabilizar colaboração

Antigo árbitro alerta que a NBA Europa exige acordo entre ligas; senão, o basquetebol europeu sofre com egos, sobrecarga de jogos e incerteza competitiva

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  • O ex-árbitro internacional de futebol e presidente do Unicaja Málaga, Antonio Lopéz Niéto, afirma que o clube nunca será uma NBA Europa franchise, por não estar num grande mercado europeu.
  • Diz que as cidades que não são Madrid, Barcelona, Istambul ou Paris não integrarão o conjunto inicial de clubes permanentes com contratos de televisão avaliados em cerca de 500 milhões de euros ao longo de dez anos.
  • A NBA Europa, prevista para arrancar em 2007, deverá contar com dezasseis equipas, com doze permanentes que manterão os campeonatos nacionais, igualando o modelo atual da EuroLiga e da Liga dos Campeões.
  • Lopéz Niéto teme que a falta de acordo entre NBA Europa, FIBA e Euroliga comprometa o basquetebol europeu e considera pouco viável a existência de quatro ou cinco competições de clubes.
  • Em 2024/25, o Unicaja Málaga ganhou a Liga dos Campeões pela segunda vez seguida, conquistou a Taça do Rei e chegou às meias‑finais da Liga ACB, situando-se numa temporada de sucesso recente.

Antigo árbitro internacional de futebol e presidente do Unicaja Malaga, Antonio Lopéz Niéto, disse que o clube não fará parte da NBA Europa, por não estar num grande mercado europeu. A intenção é evitar conflitos entre ligas e estruturas de competição.

Lopéz Niéto, de 67 anos, ressaltou que o Unicaja não encarna o modelo de clube permanente na NBA Europa, considerado exclusivo para cidades grandes como Madrid, Barcelona, Istambul ou Paris. A afirmação foi feita numa entrevista à Cadena Ser.

O dirigente explicou que a NBA Europa deverá arrancar em 2007 com 16 equipas, 12 permanentes, que manteriam os campeonatos nacionais. Já a EuroLiga, EuroCup, Liga dos Campeões e Taça da Europa são geridas pela FIBA.

Estrutura e vagas

O ex-árbitro apontou que haverão quatro vagas para equipas que disputem a Liga dos Campeões ou ligas nacionais, por temporada. O objetivo é manter um equilíbrio entre as competições de clubes no continente.

Lopéz Nieto teme que a falta de acordo entre NBA Europa, FIBA e Euroliga prejudique o basquetebol europeu. Questiona a viabilidade de existir cinco competições de clubes simultâneas.

O responsável defende um modelo com uma competição principal estável, com controlo financeiro, e uma segunda competição forte que permita entrada na NBA ou na EuroLiga. A ideia é reduzir a complexidade atual.

Situação competitiva do Unicaja

Na temporada 2024/25, o Unicaja Malaga venceu a Liga dos Campeões pela segunda vez, conquistou a Taça do Rei e ficou entre os semifinalistas da Liga ACB. O clube encontra-se na 7.ª posição do campeonato espanhol.

O Unicaja já integrou a EuroLiga no passado, tendo participado na competição entre 2001/02 e 2015/16. Similarmente, a equipa disputou a Liga dos Campeões, com final four em 2006/07.

A EuroLiga foi criada após uma cisão com a FIBA, com foco na distribuição de receitas entre clubes europeus de top. Várias cidades como Madrid, Barcelona, Paris e Milão são apontadas como candidatas a sede da NBA Europa.

Perspetiva para o futuro

O próximo passo para avançar com a NBA Europa ocorre em janeiro, durante dois jogos da fase regular da NBA entre Orlando Magic e Memphis Grizzlies em Berlim (15 de janeiro) e em Londres (18 de janeiro). Espera-se a presença de dirigentes de grandes clubes.

Estes encontros vão contar com a presença do commissioner da NBA, Adam Silver, e do presidente da FIBA Europa, Jorge Garbajosa. O objetivo é avançar com as discussões entre as entidades envolvidas.

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