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Câmara de Gaia vai alojar famílias do Cedro com ordem de despejo até final de julho

Câmara de Gaia alojará até final de julho famílias do Cedro com ordem de despejo, assegurando habitação municipal e apoio logístico, enquanto se cria grupo de trabalho

Luís Filipe Menezes reuniu-se com as famílias em causa e garantiu-lhes que "vão ter casa municipal" perto do local onde vivem
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  • Câmara de Gaia vai alojar até final de julho famílias do Cedro com ordem de despejo.
  • O presidente Luís Filipe Menezes reuniu-se com as famílias e garantiu-lhes casa municipal perto do local onde moram e junto de transportes públicos, considerando a situação de insensibilidade social.
  • Os serviços municipais vão ajudar a transportar bens para as novas habitações e assegurar tudo o que for preciso.
  • No final de maio, o jornal Público revelou que 13 moradias da Rua Garcia de Orta, no Cedro, Gaia, foram vendidas a uma empresa de Torre de Moncorvo, com moradores notificados para sair entre este mês e agosto.
  • Na reunião de câmara, o vice-presidente anunciou a criação de um grupo de trabalho para acompanhar e procurar, dentro do possível, uma solução para as 10 famílias da Rua Garcia da Orta.

A Câmara Municipal de Gaia anunciou que vai alojar até ao final de julho as famílias da Rua Garcia de Orta, no Cedro, que têm ordem de despejo. O plano é disponibilizar habitação municipal junto do local onde vivem, com acesso a transportes públicos, nomeadamente o metro. A decisão foi comunicada pelo presidente da câmara, Luís Filipe Menezes, em reunião realizada na quarta-feira.

Segundo a autarquia, os serviços municipais vão assegurar o transporte de bens para as novas casas e prestar apoio logístico para a mudança. A intenção é evitar desalojos em pleno verão e manter as famílias próximas dos seus contactos, trabalhos ou pontos de apoio na comunidade.

No final de maio, o jornal Público informou que 13 moradias na Rua Garcia de Orta foram vendidas a uma empresa de gestão imobiliária com sede em Torre de Moncorvo. Os moradores, na sua maioria reformados ou com rendimentos baixos, receberam notificações para abandonar as habitações entre este mês e agosto. A autarquia foi apontada como tendo a possibilidade de adquirir os imóveis por 1,2 milhões de euros, decisão que não foi tomada.

Acompanhamento e solução para as famílias

Na reunião de câmara realizada na terça-feira, o vice-presidente da câmara anunciou a criação de um grupo de trabalho para acompanhar o processo e, dentro do possível, encontrar uma solução para as 10 famílias afetadas pela ordem de despejo. O objetivo central é acompanhar a situação e apoiar as deslocações que se apresentem necessárias.

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