- Guilherme Milhano, professor do Instituto Superior Técnico e investigador do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas, explica que a ciência é feita em equipa.
- Afirma que nunca fez nada sozinho na vida e que, no CERN, ninguém trabalha isolado.
- Os artigos baseados em dados dos aceleradores são assinados por todos os que colaboram nesses instrumentos.
- A assinatura reflete a participação indispensável de toda a equipa na construção do conhecimento.
O tema em foco é a colaboração entre cientistas. Guilherme Milhano, professor no Instituto Superior Técnico e investigador do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP), desmonta a ideia de que os físicos trabalham isolados. No CERN, os artigos com dados de aceleradores são assinados por todos os membros que contribuíram para a construção do conhecimento.
Milhano explica que o trabalho em equipa é a regra, não a exceção, na pesquisa de física de partículas. A interdisciplinaridade e a participação de diferentes áreas são consideradas essenciais para a validação e o avanço dos resultados.
O cientista descreve a dinâmica de produção de conhecimento: desde a coleta de dados até à análise, passando pela validação interna e pela redação dos artigos. A assinatura das publicações reflete a cooperação indispensável de quem contribuiu para o experimento.
Trabalho em equipa no CERN
A visão apresentada reforça que, na prática, as descobertas emergem de colaborações amplas e estruturas institucionais que reúnem especialistas. O modelo de autoria coletivo assegura o reconhecimento de todas as etapas do processo científico.
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