- Mulheres da alta sociedade portuguesa participaram na I Guerra Mundial (1914-1918), conforme descoberta de arquivo por Cláudia Alves.
- Foram identificadas como “enfermeiras senhoras” que partiram de Portugal para a frente de batalha.
- Destino: Ambleteuse, no norte de França, a cerca de 300 quilómetros de Paris.
- A missão era serem as primeiras guardiãs de um hospital a ser construído para acompanhar feridos do Corpo Expedicionário Português.
A investigação de Cláudia Alves, baseada em arquivo, revela a participação de mulheres da alta sociedade portuguesa na I Guerra Mundial (1914-1918). A pesquisadora encontrou cartas e fotografias que atestam a atuação dessas mulheres, designadas como enfermeiras senhoras.
As protagonistas partiram de Portugal com o objetivo de apoiar o esforço de guerra, atuando na região norte de França. O material identifica-as como primeiras guardiãs de um hospital a ser construído para acolher feridos.
A área de atuação situava-se em Ambleteuse, a cerca de 300 quilómetros de Paris, onde um hospital seria criado para atender o Corpo Expedicionário Português. A missão combinava assistência, hospitalidade e acompanhamento médico dos feridos.
Contexto documental
As fontes mencionam ligações entre a nobreza portuguesa e o apoio médico durante o conflito. O acervo aponta correspondência entre casas nobres, instituições de beneficência e instituições militares. Os documentos ajudam a mapear a participação feminina além do papel tradicional.
Legado e desdobramentos
A descoberta contribui para compreender a dimensão feminina da participação portuguesa na guerra. O material relativo às enfermeiras senhoras oferece novos elementos para a memória histórica do período. A pesquisa permanece em curso para confirmar nomes e trajetos.
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