- Duzes de obras de Frida Kahlo, entre elas dezoito peças, deverão seguir para Espanha, na sequência de a Coleção Gelman estar sob controlo do Santander, que gere 160 das 300 peças de grandes artistas mexicanos.
- A transferência gerou contestação no meio artístico mexicano, por violar a legislação que impede a exportação definitiva de peças classificadas como monumentos artísticos nacionais; quase quatro centenas de artistas, historiadores e curadores assinaram uma carta aberta a exigir transparência e consulta pública.
- A presidente do México, Claudia Sheinbaum Pardo, afirmou que o acordo está dentro da lei; a ministra da Cultura, Claudia Curiel de Icaza, garantiu que a coleção não foi vendida e está apenas em exibição temporária.
- O Santander, em comunicado, reiterou que o acordo não implica aquisição nem saída definitiva da coleção e que as obras regressarão ao México ao fim do período de exportação temporária; a abertura do Faro Santander foi adiada de junho para setembro.
- As 18 obras de Kahlo devem seguir para Espanha em setembro, com o regresso ao México planeado para 2028, mantendo o ceticismo de vários críticos sobre a solução do conflito.
Estalou uma polêmica entre México e Espanha sobre a transferência de 18 obras de Frida Kahlo para solo espanhol. A decisão ocorre após o Santander ter assumido o controlo de 160 peças da Coleção Gelman, totalizando 300 obras de importantes artistas mexicanos.
As obras de Kahlo estão previstas para sair do México e seguir para Espanha em setembro, num acordo que envolve o banco e o governo mexicano. A exportação é apresentada como temporária, mas gerou críticas por contrariar a legislação que protege o património artístico nacional.
Reações e contexto institucional
Quase 400 artistas, historiadores e curadores assinarem uma carta aberta questionando a transparência do governo mexicano na operação e a permissão para uma saída temporária que possa tornar-se permanente no futuro.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, defende o acordo, dizendo que as autoridades atuam dentro da lei. A ministra da Cultura, Claudia Curiel de Icaza, assegura que a coleção não foi vendida e está apenas em exibição temporária.
O Santander informou que o acordo não implica compra nem saída definitiva, e que as obras regressarão ao México após o período autorizado. A abertura do Faro Santander foi adiada para setembro, a pedido do governo mexicano.
Criticamente, alguns analistas e membros da comunidade cultural mantêm o ceticismo, apontando que o adiamento não resolve a controvérsia e que o acordo pode vigorar até 2030 com possibilidade de prorrogação por mútuo acordo.
As 18 obras de Kahlo mantêm-se previstas para seguir para Espanha em setembro, com o regresso ao México planeado para 2028.
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