O Ministério Público acusou 22 arguidos, incluindo oito sociedades, de associação criminosa, branqueamento e falsificação de documentos na venda de roupa e calçado importados da China. Os crimes ocorreram na zona industrial da Varziela, Vila do Conde, entre 2023 e 2024.
A acusação sustenta que os arguidos operavam a nível internacional, com armazéns e lojas na Varziela. O objetivo era vender produtos não declarados a grosso e a retalho, com origem na China e entrada por entrepostos europeus.
Os autos indicam que foram criadas 42 sociedades instrumentais e usadas documentos falsos para ocultar operações. Foram movimentados mais de 88 milhões de euros em contas controladas pelos arguidos.
Detalhes do caso
Entre os arguidos, quatro são apontados como branqueadores, responsáveis pela dissipação de fundos para fora de Portugal. Depósitos eram feitos principalmente em montantes inferiores a 10 000 euros, via caixas eletrónicos ou dependências bancárias.
Os restantes arguidos, ligados às lojas, teriam remetido as quantias para o circuito da organização, evitando a revelação fiscal e o pagamento de impostos. A ação levou à apreensão de mais de 1,56 milhões de euros.
Três arguidos estão sujeitos a medidas de coação, dois dos quais encontram-se em prisão preventiva. A acusação foi apresentada pelo MP, junto do DIAP Regional do Porto.
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