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Antigo relações-públicas do Porto acusado de burla com bilhetes para Bad Bunny

Pelo menos trinta fãs afirmam ter sido burlados na compra de bilhetes para Bad Bunny em Lisboa, com prejuízos que já ultrapassam os quarenta mil euros

Bad Bunny deu dois concertos em Lisboa
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  • Pelo menos trinta pessoas dizem ter sido enganadas na compra de bilhetes para os concertos de Bad Bunny em Lisboa, com prejuízos que, nalguns casos, atingem centenas ou milhares de euros.
  • O alegado burlão é João L., antigo relações-públicas no Porto e suposto jornalista com mais de quinze mil seguidores no Instagram, cujo perfil foi desativado.
  • Vítimas relatam ter recebido ingressos e convites via WhatsApp, via promoção de uma suposta promotora, ficando inválidos à entrada no Estádio da Luz.
  • A ASAE anunciou a detenção de seis pessoas na chamada “Operação Puerto Rico”, com seis processos-crime abertos e 14 bilhetes apreendidos vendidos acima do preço original, com margens de lucro entre 120 e 410 euros por ingresso.
  • A autoridade alerta para os riscos de comprar bilhetes fora dos canais oficiais, enfatizando que a venda especulativa é crime punível com prisão até três anos e multa.

Foi revelado que pelo menos 30 fãs ficaram à porta do Estádio da Luz, em Lisboa, na sequência da venda de bilhetes para os concertos de Bad Bunny. A situação envolve alegadamente bilhetes e convites VIP falsificados, vendidos através de um antigo relações-públicas do Porto.

O suspeito, identificado como João L., apresentava-se também como jornalista com mais de 15 mil seguidores no Instagram, que terá sido desativado. Vários compradores acreditaram tratar-se de uma fonte fiável e adiantaram valores significativos.

Entre as vítimas está Hélder Teixeira, produtor da Shine Iberia e antigo colaborador do Porto Canal, que adquiriu quatro bilhetes por 150 euros cada. Só na véspera do espetáculo percebeu que os ingressos não eram válidos.

Teixeira disse ter partilhado a situação nas redes e na imprensa, o que permitiu identificar mais de 30 pessoas burladas pela mesma pessoa. Reforçou que apresentou queixa às autoridades e aguarda o trabalho das AGs.

Existem relatos de prejuízos superiores a centenas de euros. Um caso avançado envolve uma mulher de Braga que terá gasto 1.200 euros, sem conseguir entrar no recinto. Outros compradores acreditavam ter adquirido experiências exclusivas junto à “casita” de Bad Bunny.

O jornal tentou contactar o alegado vendedor, suspeito de ter vendido bilhetes inválidos, para ouvir a versão dele. O caso ganha dimensão adicional pela tentativa de fraude associada a serviços de promoção não oficiais.

A Polícia e a ASAE acompanham a situação. A ASAE anunciou, nesta semana, a detenção de seis pessoas no âmbito da operação Puerto Rico, com seis processos-crime abertos e 14 bilhetes apreendidos vendidas acima do preço original.

As autoridades destacam que a venda de ingressos fora dos canais oficiais é crime, punível com prisão até três anos e multa. O regulador encerra o texto com aviso aos consumidores para evitar plataformas não oficiais.

Vários vídeos nas redes sociais também levantam críticas à organização de alguns concertos na Europa, incluindo Espanha, onde fãs denunciaram aglomerações junto à área próxima ao palco. A promotora da digressão em Espanha negou excessos e afirmou cumprir normas de segurança.

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