- Ahmed Wishah, repórter de imagem da Al Jazeera, morreu num ataque aéreo ao campo de refugiados de Bureij, no centro da Faixa de Gaza, na madrugada de sábado, durante ataques que deixaram pelo menos dez mortos.
- A emissora descreveu o ataque como uma violação grave do direito internacional e uma perseguição contínua aos jornalistas.
- Este é o décimo segundo correspondente da Al Jazeera a morrer a cobrir a guerra desde outubro de 2023, e a estação vai tomar medidas legais para identificar os autores.
- Em abril, mais de duzentos jornalistas e profissionais de media morreram na Faixa de Gaza, segundo o Comité para a Proteção dos Jornalistas, um número superior ao de outros conflitos.
O repórter de imagem da Al Jazeera, Ahmed Wishah, morreu na madrugada de sábado durante ataques israelitas à Faixa de Gaza. A vítima perdeu a vida num bombardeamento ao campo de refugiados de Bureij, localizado na região central da faixa.
Segundo a Al Jazeera, o ataque resultou na morte de Wishah e de pelo menos outras duas pessoas, elevando para 12 o número de correspondentes da estação mortas desde o início da ofensiva em outubro de 2023. A emissora indica que vai cumprir ações legais para identificar os autores.
A organização de imprensa cita que, até abril, mais de 200 jornalistas e profissionais de media tinham morrido na Faixa de Gaza, um valor significativamente superior ao registado noutros conflitos. Este incidente acentua o risco enfrentado por profissionais no terreno.
Contexto sobre a proteção de jornalistas
A empresa sublinha que o ataque viola leis e normas internacionais, denunciando uma linha política que tem afetado a cobertura de conflito. Autoridades e organizações de defesa da liberdade de imprensa permanecem atentas às consequências para a segurança de jornalistas em zonas de operação militar.
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