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Belfast sofre violência anti-imigração: carros incendiados e famílias em fuga

Belfast acorda com carros incendiados e famílias desalojadas após motins anti-imigração, elevando temores entre imigrantes e autoridades

Belfast amanheceu e, à luz do dia, viu-se o resultado de uma noite de terror: as ruas cheias de carros incendiados e a calçada coberta de vidros partidos. Os motins explodiram na terça-feira, provocados pelo esfaqueamento de um homem de cerca de 40 anos por outro, que as autoridades britânicas identificaram como um imigrante sudanês de 30 anos.
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  • Belfast acordou com uma noite de violência que resultou em carros incendiados, vidros partidos e ataques a habitações de imigrantes após o esfaqueamento de um homem de cerca de 40 anos, supostamente por um imigrante sudanês de 30 anos.
  • Várias famílias foram obrigadas a abandonar as suas casas; houve resgates para locais seguros e detenções em esquadras, com um bebé de dois meses entre os deslocados, segundo a polícia da Irlanda do Norte.
  • O suspeito, Hadi Alodid, de 30 anos, refugiado sudanês, foi levado a tribunal por tentativa de homicídio, posse de arma branca em público e ameaças de morte; a fiança foi negada e o caso foi adiado para 8 de julho.
  • A polícia pediu contenção na partilha de imagens do crime, que circularam amplamente nas redes sociais, enquanto ativistas de extrema-direita chamavam à violência contra imigrantes.
  • O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, descreveu a violência como chocante e inaceitável, e a família da vítima afirmou que os distúrbios não devem servir para dividir comunidades entre imigrantes e locais.

Belfaste acordou com uma noite de violência que deixou ruas cheias de carros em fogo e vidros partidos, após um ataque com esfaqueamento que vitimou um homem de cerca de 40 anos. A polícia identificou na altura o agressor como um imigrante sudanês de 30 anos, cuja ação desencadeou uma vaga de distúrbios na cidade.

Durante a noite, encapuzados incendiaram casas que julgavam ser de imigrantes, lançaram objetos contra a polícia e vandalizaram contentores de lixo. Várias famílias foram obrigadas a abandonar as casas e a procurar refúgio, com a polícia a confirmar que foram resgatadas várias famílias, incluindo um bebé de dois meses.

O suspeito, Hadi Alodid, refugiado sudanês com residência válida até 2028, compareceu no Tribunal de Belfast na segunda-feira, acusado de tentativa de homicídio e de posse de arma branca em público, entre outros crimes. O juiz negou-lhe a fiança e o caso foi adiado para 8 de julho. Alodid não era conhecido pela polícia antes do incidente.

Contexto e reação

Imagens das agressões circularam nas redes sociais, embora as autoridades tenham pedido contenção na partilha por motivos de retraumatização. A cidade ficou marcada por protestos e pela promessa de manter a calma, com várias ações planeadas para o dia seguinte.

O chefe da polícia da Irlanda do Norte relatou à BBC que várias famílias foram acolhidas em locais seguros de toda a cidade, sob proteção policial. Entre as comunidades afetadas permanece o receio, com residentes a questionar a possibilidade de enviar os filhos para a escola.

Caso em curso e controlo da situação

Autoritários sustentam que a violência não tem local nem justificação, apelando a uma resposta pacífica por parte da população. A imprensa britânica identificou a vítima como Stephen Ogilvie, cuja agressão resultou na perda de um olho, conforme os edifícios de informação. A investigação continua para apurar as motivações e os responsáveis pelos atos de vandalismo.

A Irlanda do Norte enfrenta o debate sobre imigração, tema sensível que persiste no espectro político britânico, com reacções variadas em diferentes setores da sociedade. A polícia mantém o esclarecimento de que continuará a apurar os incidentes e a agir de forma firme contra a violência.

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