- Ativista portuguesa Ana Margarida França Santana Baptista integra o grupo avançado de uma caravana humanitária da Global Sumud Land, retido pelas autoridades do leste da Líbia desde domingo.
- O grupo, que saiu da Mauritânia há cerca de um mês, incluía mais de 350 cidadãos de trinta países e planeava chegar à Faixa de Gaza a quinze deste mês.
- Além da portuguesa, integram o grupo uma espanhola, uma polaca, uma norte-americana, dois argentinos, um uruguaio, um tunisino e dois italianos, com negociações com as autoridades líbias focadas na passagem bloqueadas.
- A agência Lusa pediu ao Ministério dos Negócios Estrangeiros informações sobre o paradeiro da ativista, sem resposta até ao momento.
- Na Itália, dois cidadãos italianos detidos na Líbia foram transferidos para Benghazi e devem apresentar-se perante um juiz, com perspetiva de regresso a Itália.
Uma ativista portuguesa integra o grupo avançado de uma caravana humanitária retida pelas autoridades do leste da Líbia e em contacto interrompido desde domingo, segundo o movimento Global Sumud Land. O objetivo é levar ajuda a Gaza por terra.
Dora Lemos, uma das coordenadoras dos grupos portugueses ligados à Global Sumud Land, indicou à Lusa que Ana Margarida França Santana Baptista está entre as pessoas retidas. A Lusa pediu esclarecimentos ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, sem obter resposta até ao momento.
Além da portuguesa, integram o grupo uma espanhola, uma polaca, uma norte-americana, dois argentinos, um uruguaio, um tunisino e dois italianos. O conjunto faz parte de mais de 350 cidadãos de 30 países que partiram da Mauritânia há cerca de um mês.
Situação na Líbia
A caravana saiu de Zwaiya, a cerca de 50 quilómetros de Tripoli, com destino a Sirte, a 460 quilómetros a leste. O plano era chegar à Faixa de Gaza a 15 deste mês, adiantou a organização.
A Global Sumud confirmou a retenção do grupo de 10 ativistas que tentariam negociar a passagem com as autoridades do leste, lideradas pelo marechal Khalifa Haftar, que se opõem ao governo de unidade nacional sediado em Tripoli.
Dora Lemos pediu intervenção urgente das autoridades portuguesas e líbias para libertar Ana Margarida Baptista e assegurar a integridade física e psicológica dos restantes.
Detidos italianos
O vice-primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália, Antonio Tajani, informou em Roma que dois italianos do grupo foram transferidos para Benghazi, com a previsão de comparecerem hoje diante de um juiz. Tajani espera o regresso dos dois à Itália em breve.
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