- Pelo menos 1.100 pessoas foram raptadas no norte da Nigéria desde o início do ano.
- A Amnistia Internacional afirma que as vítimas sofrem repetidamente tortura, privação de comida, amputações e violações.
- As vítimas são ainda forçadas a assistir a atrocidades, conforme o grupo.
- Isa Sanusi, diretor da Amnistia Internacional na Nigéria, descreve as condições como insuportáveis e acusa as autoridades de não garantirem a segurança da população.
Várias dezenas de pessoas foram raptadas no norte da Nigéria desde o início de 2024, com o total a ultrapassar 1.100 vítimas, segundo a Amnistia Internacional (AI). A organização aponta para uma situação de violência generalizada na região.
De acordo com a AI, citada pela agência EFE, as vítimas têm sido sujeitas a tortura, privação de comida, amputações e violações. Em muitos casos, são forçadas a testemunhar ou a presenciar atrocidades, agravando o sofrimento.
Isa Sanusi, diretor da AI na Nigéria, afirmou que as condições vividas pelas vítimas são insuportáveis. A organização critica a falha das autoridades em assegurar a proteção da população, classificando a situação como uma violação grave de direitos humanos.
Contexto e resposta das autoridades
A organização humanitária descreve uma deterioração contínua da segurança no norte do país, com impactos em comunidades locais e deslocamentos forçados. As autoridades Nigerianas não divulgaram até ao momento novas medidas específicas no conjunto da resposta a este fenómeno.
Fontes oficiais não confirmaram números adicionais nem detalharam planos de intervenção para as áreas mais atingidas. A AI, por sua vez, reforça a necessidade de ações coordenadas para prevenir novos rapto e para atender as vítimas com apoio médico e psicológico.
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