- Cerca de 45 mil pessoas foram deslocadas devido às tensões entre o Governo da Somália e o Estado do Sudoeste, segundo a ONU.
- As pessoas afetadas incluem muitas já vulneráveis, com 30% a residir agora em campos de deslocados e agravamento da seca.
- As deslocadas, sobretudo mulheres, crianças, idosos e pessoas com deficiência, enfrentam maiores riscos de proteção em redor de Baidoa.
- A OCHA apelou a desescalada imediata e a evitar ações que possam desencadear violência, com o objetivo de permitir o retorno seguro.
- A União Africana pediu diálogo imediato entre as partes para resolver a crise, em meio a tensões que se agravam numa Somália já marcada por conflito e atividade do grupo extremista Al Shabab.
O conflito entre o Governo da Somália e o Estado do Sudoeste causou o deslocamento de cerca de 45 mil pessoas. A ONU alerta para famílias que fogem para áreas com acesso limitado a serviços básicos, agravando a sua vulnerabilidade.
Entre os afetados estão pessoas que já viviam em campos de deslocados, com mulheres, crianças, idosos e pessoas com deficiência a enfrentar maiores riscos de proteção e condições humanitárias deterioradas nos arredores de Baidoa, capital da região.
A OCHA pediu desescalada imediata e evitar ações que possam provocar violência. Sem medidas urgentes, a situação em Baidoa, que aloja cerca de 430 mil deslocados internos, pode piorar. Todas as partes devem atuar para permitir o regresso seguro das famílias deslocadas.
Deslocados e apelos à paz
A União Africana pediu diálogo imediato para resolver a crise política que se instalou no país. O presidente da Comissão da UA pediu moderação e aconselhou o recurso ao Conselho Consultivo Nacional para resolver as diferenças pacificamente.
O contencioso ocorre num contexto de luta contra o grupo Al Shabab, que domina zonas rurais centrais e do sul e realiza ataques a países vizinhos. A UA reiterou apoio a esforços de paz, estabilidade e construção do Estado somaliano.
O Estado do Sudoeste acusa o Governo federal de intensificar ações militares e teme que a escalada leve a um conflito ampliado. Na semana passada, Mogadíscio rejeitou a suspensão de relações com as autoridades da região.
O atual impasse acontece enquanto a Somália enfrenta desafios institucionais há décadas, com diversas milícias no terreno. As partes são lembradas de manter canais de diálogo abertos e evitar medidas que agravem a crise humanitária.
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