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Onda de calor na Europa leva a ONU a apelar à transição para energia limpa

Nações Unidas (ONU) alertam que calor recorde na Europa resulta da dependência de combustíveis fósseis e pedem transição para energia limpa

Aerogeradores produzem eletricidade ao pôr do sol em Emlichheim, Alemanha, sexta-feira, 18 de março de 2022
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  • A Europa enfrenta uma onda de calor em maio, com várias cidades a registar temperaturas acima do normal; Londres e Paris foram entre as mais atingidas.
  • A ONU afirma que a dependência mundial de combustíveis fósseis é o principal motor das temperaturas extremas e do desvio dos padrões climáticos.
  • Simon Stiell, chefe da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, diz que a transição rápida para energia limpa é essencial para a segurança energética e a economia.
  • Na UE, as renováveis já superaram os fósseis no mix elétrico, com a energia solar a permitir poupanças significativas em importações de gás; em março foram cerca de 3 mil milhões de euros poupados.
  • Ainda assim, alguns países continuam atrasados na transição, como a Itália, que pretende manter centrais a carvão até 2038, e os Países Baixos, que enfrentam desafios para cumprir metas de redução de emissões.

A Europa enfrenta uma onda de calor em maio, com a ONU a lançar um apelo para reduzir a dependência de combustíveis fósseis. O calor extraordinário é visto como um sinal de alterações climáticas induzidas pelo homem, sobretudo pela queima de carvão, petróleo e gás.

Meteorologistas descrevem o fenómeno como uma cúpula de calor anómala que se repete com maior frequência. Várias cidades registaram temperaturas acima do normal para esta época do ano, destacando-se Londres e Paris com diferenças significativas face à média.

Frente a este cenário, as Nações Unidas apontam para as emissões de gases com efeito de estufa como fator principal. A organização salienta que os fósseis respondem por uma grande parte do total global, contribuindo para o aquecimento atmosférico e alterações climáticas.

De acordo com especialistas, o aquecimento actual intensifica ondas de calor, tornando-as mais longas e frequentes. A ONU defende uma transição rápida para energia limpa, que hoje é mais barata e mais rápida de produzir do que os combustíveis fósseis.

A Administração Europeia tem também de responder às mudanças, já que o endurecimento de temperaturas aumenta impactos económicos e sociais. A energia renovável é destacada como ferramenta para reduzir vulnerabilidades.

Na União Europeia, fontes renováveis já superam os combustíveis fósseis em parte da produção de eletricidade, com ganhos relevantes em economias domésticas. A solar tem demonstrado poupanças significativas em importações de gás.

Em 2025, estimativas indicam que o vento e a solar responderam por 30% do mix elétrico da UE, ultrapassando os fósseis. Contudo, alguns Estados continuam atrasados na transição, com atrasos na descarbonização e nos investimentos.

Para o Médio Oriente é necessário manter o equilíbrio entre segurança energética e redução de emissões. Autores monitorizam impactos na produção de energia, preços e resiliência das infraestruturas.

O secretário executivo da UNFCCC reforça a urgência de acelerar a transição para energia limpa. A mensagem central é que reduzir a dependência de combustíveis fósseis é essencial para mitigação de impactos climáticos.

Transição energética e políticas públicas

A União Europeia tem de acelerar medidas para eliminar a dependência de fósseis. Ações incluem investimento em renováveis, modernização da rede de distribuição e apoio a tecnologias de eficiência energética.

Aquecimento global e alterações climáticas continuam a exigir respostas políticas consistentes. Economias nacionais devem adaptar estratégias para manter a segurança energética sem aumentar emissões.

Profissionais de clima apontam que a redução de emissões pode ocorrer mais rapidamente com opções de energia limpa a preços competitivos. A cooperação internacional permanece crucial para enfrentar o fenómeno de forma abrangente.

Desafios e próximos passos

Países da UE enfrentam obstáculos na implementação de planos de descarbonização idóneos. Iniciativas nacionais variam entre planos ambiciosos e ajustes por motivos económicos ou tecnológicos.

Analistas destacam a importância de proteger economias e comunidades dos impactos do calor extremo. Investimentos em resiliência, infraestruturas e adaptação são citados como componentes-chave.

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