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Única mulher do comando naval britânico é vítima da queda de helicóptero

Lily-Mae Fisher, única mulher dos Comandos da Marinha Real britânica, está entre as três vítimas do acidente de helicóptero durante treino perto de Okehampton

Chris Gayson (esquerda), Lily-Mae Fisher (centro) e Owen Green (direita) foram as três vítimas mortais do acidente de helicóptero
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  • Lily‑Mae Fisher, 31 anos, era a única mulher em serviço no Corpo de Comandos da Marinha Real Britânica e morreu no despenhamento de um helicóptero Merlin Mk4 durante treino perto de Okehampton, na sua avaliação final de voo.
  • Os outros dois mortos são Chris Gayson, capitão-tenente de 42 anos, piloto com carreira na Marinha Real desde 2008, que passou a formar pilotos de helicóptero.
  • Owen Green, suboficial de 24 anos, foi a vítima mais jovem; ingressou em janeiro de 2022 e, em junho de 2025, obtinha as Asas de Tripulante de Voo, destacando‑se em exercícios no Ártico.
  • Fisher era vista como uma inspiração, com presença significativa nas redes sociais, partilhando desafios enfrentados por mulheres no meio militar.
  • A Marinha Real e o Ministério da Defesa destacaram que Gayson era profissional exemplar e Green um dos operadores mais experientes em ambientes extremos; as famílias lamentam as perdas.

A Marinha Real Britânica confirmou que Lily-Mae Fisher foi uma das três vítimas mortais do acidente de helicóptero ocorrido durante um treino perto de Okehampton, na quarta-feira. O helicóptero Merlin Mk4 despenhou-se durante a avaliação de voo, quando a piloto se encontrava a concluir a formação.

A vítima tinha 31 anos e era a única mulher em serviço no corpo de Comandos. Além de Fisher, faleceram Chris Gayson, capitão-tenente de 42 anos, e Owen Green, suboficial de 24 anos. A confirmação foi divulgada pelo Ministério da Defesa britânico e pela Marinha Real.

Lily-Mae Fisher formou-se em 2016, era atleta desde jovem e chegou a representar o Reino Unido em lacrosse júnior e salto com vara. Na universidade ingressou no Corpo de Formação de Oficiais e no Esquadrão Aéreo Universitário, onde descobriu a aviação.

Perfis de Fisher

Ingressou na Marinha Real em 2019, trabalhando ainda como geóloga durante dois anos. Representou a Grã-Bretanha no Campeonato Europeu de Triatlo em 2021, enquanto completava a Formação Básica de Voo. Integrava a equipa de resgate naval na resposta à crise migratória no Canal da Mancha.

A Marinha ressaltou que Fisher tinha uma plataforma online onde partilhava as dificuldades enfrentadas pelas mulheres no setor militar. O Governo descreveu-a como uma inspiração para muitas pessoas, especialmente jovens, e apontou o seu futuro promissor como piloto naval.

Perfil de Gayson

Chris Gayson entrou na Marinha Real em 2008, após passagem pela Deloitte. Era piloto com experiência em missões na Noruega, Jordânia e Afeganistão, entre outras áreas. Orientou pilotos iniciantes e ministrou formação avançada a tropas da Marinha e da Força Aérea.

A Marinha descreveu-o como profissional exemplar e líder da Unidade de Conversão Operacional. Familiares o descrevem como bondoso e dedicado ao trabalho na Marinha.

Perfil de Green

Owen Green, com 24 anos, foi a vítima mais jovem. Ingressou na carreira em 2022 e subiu a suboficial em 2025, após obter as Asas de Tripulante de Voo. Participou em exercícios de grande envergadura e recebeu qualificação ambiental para o Ártico.

A Marinha destacou o papel de Green em exercícios multinacionais, descrevendo-o como um dos operacionais mais experientes do esquadrão em ambientes extremos. Familiares manifestaram o choque pela perda.

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