- Nos últimos dois anos, Portugal registou 265 nadadores-salvadores certificados a menos, passando de 5178 para 4913 no início deste mês, segundo a Autoridade Marítima Nacional.
- No mesmo período, ocorreram 24 acidentes mortais em praias, sendo 12 por afogamento; nove desses afogamentos ocorreram em areais não vigiados.
- Metade dos afogamentos mortais ocorreu no Norte, 50% nessa região; 25% na região Centro, 8% no Algarve e 17% na Madeira, de acordo com a AMN.
- Concessionários garantem que a contratação de vigilância é cada vez mais difícil, e há receio de não conseguir assegurar assistência a banhistas em todos os areais já em junho, altura de início da época balnear.
- O aumento do risco em zonas não vigiadas é destacado pela AMN como um fator-chave para a elevada incidência de afogamentos.
Portugal vive uma lente de água com menos vigilância: nos últimos dois anos, 265 nadadores-salvadores certificados deixaram de atuar, enquanto o país enfrenta dificuldades de contratação de vigilância nas praias.
No mesmo período, ocorreram 24 acidentes mortais em praias, sendo 12 por afogamento. Destes, nove aconteceram em areais não vigiados. A Autoridade Marítima Nacional aponta que 50% dos afogamentos foram no Norte.
A AMN sublinha ainda que, no início deste mês, estavam registados 4913 vigilantes, menos 265 face a dois anos atrás, quando havia 5178. A tendência preocupa quem gere a vigilância a banhistas em áreas costeiras.
Distribuição regional dos incidentes
Metade dos afogamentos ocorreu no Norte, 25% no Centro, 8% no Algarve e 17% na Madeira, segundo dados da AMN. A queda de efetivos aumenta o risco em zonas sem vigilância permanente.
As concessionárias asseguram que a contratação de pessoal está a endurecer-se, o que pode comprometer a cobertura nas praias já em junho, quando se inicia a época balnear oficialmente.
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