Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Incêndio vitimou 168 pessoas em novembro; sobreviventes retornam às casas

Habitantes de Hong Kong regressam ao Wang Fuk Court para recuperar pertences após incêndio que ceifou 168 mortos e afetou sete dos oito edifícios

Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • Milhares de habitantes do Wang Fuk Court, em Hong Kong, regressam a partir de segunda-feira ao complexo para recuperar pertences, após o incêndio de novembro que causou 168 mortos e afetou sete dos oito edifícios.
  • Cerca de seis mil residentes vão poder entrar nas habitações em períodos de até três horas, num processo que se prolonga até ao início de maio, enquanto se avaliam aproximadamente 1.700 apartamentos.
  • Imagens mostram tetos e paredes colapsados, interiores cobertos de destroços e danos em mais de 920 apartamentos. As zonas mais afetadas foram classificadas como áreas perigosas, com reforços estruturais em edifícios fragilizados.
  • O Governo propôs a recompra dos direitos de propriedade a preços próximos do valor de mercado anterior ao incêndio, mas alguns residentes contestam a medida, defendendo que parte dos edifícios pode ser recuperada.
  • A investigação aponta falhas nos sistemas de segurança contra incêndios devido a erro humano; entre os residentes idosos, muitos vão subir até aos 31 andares devido à inoperacionalidade dos elevadores.

Milhares de residentes de Hong Kong que perderam as suas casas num incêndio de novembro regressam, a partir de hoje, ao local para recuperar pertences. O complexo Wang Fuk Court, no distrito de Tai Po, viu sete dos oito edifícios afetados, levando à evacuação de milhares de pessoas.

O fogo causou 168 mortes e levou à avaliação de cerca de 1700 apartamentos. As autoridades permitem a entrada de cerca de 6000 moradores em períodos de até três horas, com o processo a prolongar-se até ao início de maio.

Imagens oficiais mostram estruturas danificadas, tetos colapsados e interiores cobertos de destroços. Mais de 920 apartamentos foram afetados, com algumas habitações totalmente destruídas e zonas classificadas como perigosas.

Regresso dos residentes

Entre os habitantes, os sentimentos são ambivalentes. Alguns reconhecem a necessidade de aceitarem a recompra de propriedades proposta pelo Governo, mas muitos preferiam manter as suas casas. A ideia de abandonar o complexo é reconhecida como forçada por parte de alguns moradores.

Uma residente de longo prazo, que viveu 30 anos no local, deseja recuperar sobretudo álbuns de fotografias antigas, uma vez que muitos bens da família ficaram para trás. A aposentada encontra-se em alojamento temporário, com incerteza sobre o futuro.

Outros moradores manifestaram preocupação emocional, especialmente quem vive há décadas no primeiro andar. A deterioração estrutural visível em visitas anteriores levanta dúvidas sobre a segurança de restabelecer a vida normal no local.

Continuação da investigação e apoio

Despesas e realojamento continuam a ser geridos pelas autoridades, que estudam vias para apoiar a transição dos residentes. A reavaliação do complexo, incluindo questões de seguro e indemnizações, está em curso.

Segundo fontes jurídicas citadas pela imprensa internacional, houve falhas generalizadas de sistemas de segurança contra incêndios no dia da tragédia, atribuídas a erros humanos. O inquérito permanece em curso para esclarecer responsabilidades.

Entretanto, milhares de moradores permanecem dispersos pela cidade, aguardando decisões sobre o futuro do local e como reorganizar as suas vidas após a perda.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais