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Acidente ferroviário em Adamuz: detetada rotura na linha no dia anterior

Relatório aponta detecção, no dia anterior, de rotura na via da linha Madrid‑Andaluzia; o alarme não disparou por configuração, influenciando a gravidade do acidente

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  • O sistema automático de monitorização da linha de alta velocidade entre Madrid e a Andaluzia detetou no dia 17 de janeiro uma alteração na corrente elétrica dos carris, compatível com uma rotura.
  • O alerta não foi acionado, deixando o descarrilamento do comboio Iryo proveniente de Málaga e o choque com o Alvia sem os efeitos de prevenção.
  • A queda da corrente eléctrica foi de 2 volts para 1,5 volts, o que os investigadores classificam como compatível com uma rotura.
  • O sistema estava configurado para disparar o alarme apenas quando a tensão caísse abaixo de 0,780 volts, levantando questões sobre possíveis ajustes técnicos.
  • O relatório também rejeita sabotagem, terrorismo, excesso de velocidade, negligência ou erro humano como causas do acidente ocorrido em Adamuz.

O sistema automático de monitorização da linha de alta velocidade entre Madrid e Andaluzia detetou no dia anterior ao acidente de Adamuz uma rotura na via, que causou 46 mortos e centenas de feridos em janeiro. A falha de configuração impediu o disparo de um alarme que poderia ter evitado o descarrilamento do comboio Iryo, vindo de Málaga, e o choque com o Alvia, que seguia na direção contrária.

Segundo o relatório da investigação, citado pelo jornal El Mundo, no dia 17 de janeiro houve uma “alteração” na corrente elétrica do carril compatível com uma rotura. Contudo, o alarme não foi ativado, apesar da indicação de uma queda de tensão que se mantinha por quase 22 horas antes do acidente.

Os investigadores explicam que o sistema passa uma corrente contínua de 2 volts nos carris; nesse dia, a corrente caiu para 1,5 volts, visto como compatível com uma rotura. O limiar de disparo do alarme era de 0,780 volts, o que não foi atingido, levantando questões sobre a possibilidade de configurar o sistema para reagir a valores superiores e a duração prolongada da queda de tensão.

Detecção e falha de configuração

O relatório também afasta a hipótese de sabotagem, terrorismo, excesso de velocidade, negligência ou erro humano como causas do descarrilamento. Mantém o foco na falha de sistema e na eventual necessidade de ajustes técnicos para evitar futuros incidentes.

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