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Impacto do corte nos preços dos combustíveis na Itália e na Europa

A partir de 4 de julho termina o desconto fiscal sobre combustíveis em Itália, provocando subida imediata dos preços nas bombas e custo de 2 mil milhões aos cofres públicos

Cliente abastece numa bomba Shell em Menlo Park, Califórnia, quarta-feira, 2 de dezembro de 2009. (Foto AP/Paul Sakuma)
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  • Em Itália, termina em 4 de julho o desconto de 5 cêntimos por litro em gasolina e gasóleo, aplicado desde o decreto de 5 de junho, com o último dia de preços bonificados a 3 de julho.
  • O Governo de Meloni justifica a medida pela pressão geopolítica no Médio Oriente e pelas incertezas em torno do Estreito de Hormuz; o custo total das medidas aos cofres públicos atinge cerca de 2 mil milhões de euros.
  • Segundo o Codacons, o depósito cheio de gasóleo ou gasolina pode ficar mais caro em cerca de 3,05 euros, com a gasolina a 1,86 euros por litro na rede de serviço normal e 1,95 euros nas autoestradas; o gasóleo fica nos 1,86 euros na rede normal e 2,02 euros nas autoestradas.
  • A oposição critica o governo por não prorrogar o desconto e por abrir a possibilidade de aumentos, estimando que 400 milhões de euros adicionais pesem sobre famílias e empresas.
  • Na Europa, o quadro permanece desigual: Espanha mantém parte do apoio, Alemanha e outros países já terminaram subsídios; Grécia acabou com o teto às margens de lucro, e Portugal e França mantêm medidas parciais ou temporárias.

No dia 4 de julho termina em Itália a redução dos impostos especiais sobre os combustíveis, que reduzia em 5 cêntimos por litro a gasolina e o gasóleo. A medida foi definida pelo governo de Giorgia Meloni no decreto de 5 de junho. Hoje, 3 de julho, é o último dia com preços bonificados nas bombas.

A decisão decorre das tensões no Médio Oriente e do impacto do encerramento do Estreito de Hormuz no preço internacional do petróleo. O fecho parcial do estreito elevou o custo das matérias-primas, afetando mercados globais e, em particular, os combustíveis na Europa.

Adolfo Urso, ministro das Empresas e do Made in Italy, sinalizou a possibilidade de novas medidas caso persista a instabilidade geopolítica. Até hoje, as medidas já implementadas custaram aos cofres italianos cerca de 2 mil milhões de euros.

Itália: o que muda?

Segundo o Codacons, um depósito cheio de gasóleo ou gasolina já inclui o IVA e ficará mais caro em cerca de 3,05 euros por abastecimento. Sem prorrogação do desconto, o gasóleo pode atingir 1,94 euros por litro na rede rodoviária e 2,02 euros nas autoestradas; a gasolina, 1,86 euros por litro em estrada e 1,95 euros nas autoestradas.

O Codacons também aponta uma subida imediata dos preços nas bombas, mesmo com oscilações positivas no petróleo Brent, que desceu para cerca de 70,8 dólares o barril. A queda de 25,5% do Brent não se traduziu em desvalorizações proporcionais nos combustíveis na bomba.

Críticas da oposição

Oposição acusa o governo de aumentar receitas com os combustíveis e de não intervir para conter a escalada de preços. O vice-presidente do Movimento 5 Estrelas, Stefano Patuanelli, sustenta que cerca de 400 milhões de euros de receita adicional anual pesam sobre famílias, trabalhadores, transportadores e empresas, e que a tendência pode repetir-se.

Europa: quadro fragmentado

A situação varia entre os países europeus, com apoios e descontos diferentes ou já eliminados.

Espanha

A redução direta ao preço dos combustíveis continua, mas com redução gradual conforme a estabilidade dos mercados. A partir de 1 de julho entra em vigor uma alteração na tributação.

Portugal

O desconto atual situa-se em 2,48 cêntimos por litro de gasóleo e 3,12 cêntimos por litro de gasolina. O governo não define datas, mas sinaliza possível eliminação do ISP quando os mercados internacionais se estabilizarem.

França

Medidas incluem um apoio de 100 euros para trabalhadores com baixos rendimentos e um teto de 1,99 euros por litro em zonas rurais durante o Verão, com alargamento às autoestradas nos fins de semana de maior tráfego.

Alemanha

O subsídio aos combustíveis terminou a 1 de julho, com subida de preços nas bombas. As petrolíferas já tinham aproveitado o período anterior para calibrar valores.

Grécia, Hungria e Polónia

Grécia recebeu o fim dos limites de margens aos combustíveis, com o fim do regime de apoio direto aos cidadãos. Hungria eliminou medidas, e a Polónia manteve plafonds temporários até 1 de julho, com subsequentes ajustes de preços pelo mercado.

Observação geral

Mesmo com a terminação de apoios, algumas promoções de distribuidoras, sobretudo aos fins de semana, mantêm descontos significativos para os consumidores.

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