- María Corina Machado, exilada desde 2015 e vencedora do Prémio Nobel da Paz de 2025, afirmou à Fox News que chegou a hora de regressar à Venezuela para apoiar o povo.
- Na Venezuela, ocorreram dois sismos de magnitude 7,2 e 7,5 na escala de Richter, com 1.450 mortos, 3.150 feridos e 12.721 famílias afetadas.
- Machado pediu união e apoio às vítimas através de mensagens nas redes sociais, dizendo que a prioridade é salvar vidas.
- Em Washington, dois responsáveis do governo norte-americano consideraram a ideia de regresso inoportuna edescrito como manobra política.
- O The New York Times relata que, numa reunião na Casa Branca em março, houve preocupação com a segurança da oposicionista e que a administração dava prioridade ao relacionamento com o governo interino liderado por Delcy Rodríguez.
María Corina Machado, indicada como vencedora do Prémio Nobel da Paz de 2025, afirmou estar na altura de regressar à Venezuela. A líder da oposição está exilada desde o final de 2015 e concedeu uma entrevista à Fox News, em que pediu união ao povo venezuelano.
Na mesma altura, a Venezuela foi atingida por dois sismos de magnitude 7,2 e 7,5. O balanço oficial aponta 1450 mortos, 3150 feridos e 12.721 famílias afetadas.
Machado disse que a prioridade é salvar vidas e apoiar as pessoas afetadas pelos terramotos. Acrescentou que pretende regressar ao país muito em breve para estar com o povo.
Reação internacional
Segundo o The New York Times, dois responsáveis do governo de Donald Trump consideraram inoportuno o pedido de auxílio para regressar, sinalizando receios de segurança e a percepção de que Washington foca-se noutras questões com o governo interino de Delcy Rodríguez.
O jornal descreve que, numa reunião na Casa Branca em março, alguns assessores expressaram preocupação com a segurança da oposicionista, ainda que não haja confirmação pública de medidas específicas.
Machado mantém a posição de que pretende retornar à Venezuela, tendo destacado, em várias ocasiões, a necessidade de unidade entre opositores para enfrentar a crise. O meio de comunicação espanhol EFE cita a dirigente como otimista quanto ao regresso.
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