- O presidente do FC Porto, André Villas‑Boas, afirma que só se candidatos ao cargo forem eleitos de forma unânime; se deixar de o ser, não se recandidata, mantendo a estabilidade do clube.
- O FC Porto está a preparar uma renovação do Estádio do Dragão, com melhorias na restauração, hospitalidade e acessibilidades, visando arrancar já na próxima época desportiva.
- O clube investiu 100 milhões de euros em reforços no último ano; este ano admite um mercado mais contido, mantendo a base de jogadores e reforçando apenas onde é estratégico.
- Não antecipa investimento estrangeiro e defende manter o FC Porto como clube de associados, focando-se na sustentabilidade financeira e na construção do centro de alto rendimento em Gaia (ainda sem conclusão no mandato).
- Em relação aos rivais, ressalta respeito pela relação com o Benfica, dificuldades com o Sporting, e revela o desejo de receber Sérgio Conceição num Dragão cheio para reconhecer o clube pela conquista do título.
André Villas-Boas encara o legado do FC Porto e traça objetivos de curto e médio prazo. Em entrevista gravada para o jornal, o presidente traça o caminho financeiro do clube, as razões para vender jogadores neste mercado e a ambição de manter a base da equipa, sem ceder a pressões de mercados externos.
O dirigente diz que o clube precisa de endireitar as contas antes de olhar para reforços. O foco passa por uma renovação do Estádio do Dragão, com melhorias de acessibilidades, restauração e serviços, para além de uma oferta de hospitalidade mais ampla, já preparada para a próxima época desportiva.
Villas-Boas afirma que não está em causa aumentar a lotação do Dragão já, devido a restrições arquitetónicas e ao estado de ocupação atual. O objetivo é, isso sim, melhorar a experiência dos sócios, com entradas e saídas mais rápidas e serviços alargados no interior do recinto.
Em termos desportivos, o FC Porto deverá manter a base do plantel, mas sem comprometer a tesouraria. O presidente reconhece a necessidade de equilibrar o dinheiro disponível com o reforço em áreas estratégicas, apontando que o próximo verão deverá ser mais contido do que o anterior.
Sobre o mercado, o líder portista afirma que há vários alvos identificados, especialmente no período de junho e julho, com agitação prevista para agosto. A prioridade é manter a calidad de jogadores-chave, sem comprometer a sustentabilidade financeira do clube.
O recorde de investimento de 100 milhões de euros, no ano passado, é descrito como essencial para a afirmação do Porto. Este ano, admite-se uma abordagem mais ponderada, com foco em reforços chave e em manter a base, em função do desempenho desportivo e das necessidades orçamentais.
Relativamente aos rivais, Villas-Boas diz que a relação institucional com o Benfica é de elevada mutualidade, enquanto com o Sporting é difícil manter uma relação saudável devido a acusações contínuas. O presidente enfatiza que o clube não tolera ataques ou vitimizações, defendendo uma postura firme nas disputas internas do futebol português.
No que toca à formação, o FC Porto exibe um plano de longo prazo para o centro de alto rendimento em Gaia, apontando para um investimento entre 40 a 50 milhões de euros. Enquanto ainda não concluído, o projeto avança com aquisição de terreno, obras de terraplanagem e definição de veículos financeiros para o financiamento.
Sobre o naming do estádio, o presidente admite que três milhões de euros é uma referência de mercado, mas ressalva a necessidade de reduzir a exposição de dados de adeptos e manter o nome Dragão como opção de identificação universal. A posição mantém-se firme na defesa da identidade do clube.
Quanto à watched mundial, o FC Porto sublinha que o desempenho da seleção portuguesa exige ajuste de estratégias nacionais. O foco é recuperar a confiança da equipa e manter a competitividade, com ligações entre o desempenho dos jogadores ao serviço do clube e os objetivos da seleção.
A gestão de formação é destacada como um motor de sucesso recente. O clube reforça o compromisso de que os jovens permaneçam ligados ao Porto, com reforços graduais no patamar de juventude, a fim de chegar à equipa principal de forma sustentável.
A entrevista deixa claro ainda que o FC Porto continua a valorizar a autonomia associativa, recusando qualquer forma de investimento externo majoritário. O clube defende manter-se como instituição de associados, com receitas próprias e foco na sustentabilidade a longo prazo.
No que diz respeito ao futuro, Villas-Boas afirma que, se o apoio interno se mantiver, pode recandidatar-se, desde que o projeto permaneça unânime entre os sócios. A meta é vencer títulos, mantendo o FC Porto como referência no futebol português e europeu.
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