- A autora Siri Hustvedt recorda o marido, o escritor Paul Auster, em Fantasmas, livro que a ajudou a enfrentar o luto.
- Mais de quarenta anos de vida em comum fizeram dos dois escritores extensões de si mesmos.
- A morte de Paul Auster, em 2024, impulsionou Hustvedt a escrever Fantasmas.
- O livro oferece um relato detalhado da vida a dois e ajuda a processar a dor da perda.
Siri Hustvedt, autora norte-americana, escreveu Fantasmas para enfrentar o luto pela morte do marido, o também escritor Paul Auster, em 2024. O livro surge como relato íntimo da vida a dois que a ajudou a processar a dor.
A obra descreve o vínculo de décadas entre Hustvedt e Auster, mostrando como a parceria literária e afetiva moldou as suas trajetórias. A escritora diz que o vazio deixado pela perda influenciou fortemente a narrativa.
No âmbito político, Hustvedt descreve o período recente nos EUA sob a presidência de Donald Trump como marcado por tendências que, na sua perspetiva, apontam para um estado com traços protofascistas. A autora não substitui factos por interpretações, apenas expressa a sua leitura histórica.
Auster faleceu em 2024, encerrando uma vida em que a união criativa dos dois ficou patente em várias obras. Fantasmas representa, segundo a autora, uma etapa crucial no processamento do luto e na continuidade criativa.
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