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Estado vende imóveis abaixo do preço de mercado, reduzindo casas públicas

Em Lisboa, oito imóveis desocupados, já vendidos ou em leilão, podiam albergar cerca de 450 casas públicas, com preços abaixo do valor de mercado

Edifício na Avenida Visconde Valmor, em Lisboa, foi vendido por 15,7 milhões
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  • O Estado iniciou a venda de imóveis desocupados em Lisboa, após a concentração de ministérios e direcções-gerais num único edifício no centro da cidade.
  • Dois imóveis, numa das freguesias mais caras de Lisboa, já foram vendidos em hasta pública por mais de 20 milhões de euros.
  • Ainda este ano devem ir a hasta pública mais seis edifícios, o que, somados aos já vendidos, poderia albergar cerca de quatrocentas a seiscentas casas públicas (aproximadamente 450) se integrados na habitação pública.
  • Além disso, os imóveis leilados acabaram por ser vendidos abaixo dos valores de mercado, levantando questões sobre futuras utilizações para habitação acessível.
  • Em paralelo, o Estado está a comprar imóveis no mercado privado com metro quadrado mais caro do que o praticado na venda, no âmbito de programas públicos de habitação.

O Estado iniciou a venda de imóveis vazios em Lisboa, resultantes da concentração de ministérios e direções-gerais num único edifício no centro da capital. Dois imóveis já foram vendidos em hasta pública, por valores superiores a 20 milhões de euros.

Ainda este ano vão a hasta pública mais seis edifícios na mesma área. No conjunto, estes prédios poderiam albergar cerca de 450 casas públicas, segundo os cálculos inicializados pelas fontes oficiais.

Os imóveis já vendidos ou a leilão tiveram, em alguns casos, preços significativamente abaixo do valor de mercado. Paralelamente, o Estado tem programas que, no âmbito da habitação pública, adquire imóveis no mercado privado a custos superiores por metro quadrado ao que vendeu.

Impacto na habitação pública

Os imóveis disponíveis podem servir de suporte a habitação acessível, com foco em pessoas de rendimentos mais baixos. A operação enquadra-se numa estratégia de gestão de ativos do Estado, procurando revalorizar património ocioso e ampliar a oferta pública de casa.

A iniciativa confirma uma tendência de reorganização do espaço urbano para cobrir necessidades habitacionais, mantendo o Estado como financiador e regulador do processo de venda, leilão e compra de imóveis.

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