- A liderança feminina continua sub-representada na banca europeia: apenas 12% dos presidentes de bancos são mulheres.
- Em Portugal, até agora não havia uma mulher no topo da gestão dos bancos mais bem pagos; apenas em 2026 surgiu uma nova liderança feminina no Santander Totta.
- Quase metade dos bancos da União Europeia não tem qualquer mulher na comissão executiva que gere o dia-a-dia da instituição.
- Onde existem mulheres na comissão executiva, rara é a que lidera essa comissão.
- No BPI, Susana Trigo Cabral é a responsável financeira e a mulher com o maior salário fixo.
O setor bancário europeu continua a apresentar um défice de liderança feminina. Um relatório de reguladores europeus mostra que apenas 12% dos presidentes de bancos na UE são mulheres, e em Portugal o quadro ainda é restrito, com apenas uma mulher a liderar uma instituição.
Quase metade dos bancos da União Europeia não tem nenhuma mulher na comissão executiva, apurou-se. Nos bancos que contam com mulheres nesse órgão, quase sempre a liderança não é feminina. Em Portugal, apenas recentemente surgiu uma exceção: a liderança de uma banca ficou a cargo de uma mulher, Isabel Guerreiro, no Santander Totta, a partir de março de 2026.
Ainda assim, a igualdade de género na gestão não é universal no país. O caso do BPI destaca outra face do tema: Susana Trigo Cabral ocupa o cargo de chefe financeira do banco, sendo referida como a gestora do sexo feminino com o maior salário fixo na instituição, segundo fontes do sector.
A análise revela um progresso limitado ao nível de cargos dirigentes. Em termos de composição, os rácios continuam pouco expressivos e o movimento de inclusão depende de decisões estratégicas internas das entidades. A autoridade reguladora europeia mantém o foco em monitorizar avanços ao longo dos próximos anos.
Em Portugal, a evolução tem sido gradual. As entidades nacionais com presença feminina na gestão executiva indicam um desvio positivo, mas ainda não refletem uma paridade plena no topo das estruturas. O debate sobre equilíbrio de género persiste entre reguladores, bancos e associações setoriais.
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